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dicas de comportamento

                            

     

      como fazer um cao  parar de pular





 DICAS DE COMO TER UM CÃO TOTALMENTE TRANQUILO  E OBEDIENTE
Antes de qualquer coisa, saiba que é muito comum que um cão fique mais calmo quando ele é castrado. Não só pode ser bom para sua saúde e comportamento, mas também existe uma relevante importância em castrar o seu cachorro.
Em termos de treinamento, realize-os desde o primeiro dia do filhote em casa ou desde quando ele começar a demonstrar sinais de mau comportamento. Caso ele já tenha adquirido o mau hábito, a primeira coisa a fazer é avisar a todos os membros da família e pessoas que freqüentam a casa a não reagir e não aceitar que o cachorro pule em cima delas. Todos devem estar avisados, caso contrário, alguém pode continuar incentivando o cachorro a pular enquanto os outros estão se esforçando para ensinar-lhe a parar.
Sempre que o cão pula, fique em silêncio, não olhe para ele, mostre que você está indiferente. Se seu pet já obedece ao comando de sentar, tente fazê-lo sentar antes de pular. Você deve recompensar seu caozinho sempre que ele não pula e criar o hábito do bom comportamento no cão. Sempre que ele não pular dê-lhe pequenas porções de comidas ou guloseimas para cachorro, e faça carinho nele. Mas cuidado, não dê recompensas como uma forma de alimentação pois pode prejudicar a saúde do pet
A idéia de pedir para que ele sente ao invés de pular ajuda o cão a perceber que a atitude certa é sentar e não pular. Assim ele troca um mau comportamento (pular) por um bom comportamento (sentar) e isso facilita o aprendizado.
Sempre que ele pular diga um comando de voz firme como “sai!” e logo em seguida aplique o comando de sentar com um gesto claro e firme apontando o chão.
É muito recomendado você treinar esta atitude com algum amigo que não more na sua casa. Oriente seu amigo a entrar diversas vezes na casa e ir até o cão. Peça para que ele reaja da maneira mostrada acima sempre que o cachorro pular. É melhor treinar com alguém de fora da casa pois o cão se acostuma a não pular em visitas. Avise o amigo para só dar atenção e acariciar o cão sempre que ele sentar e não pular. Além disso isso facilitará que outras pessoas o ajudem a realizar os cuidados básicos do seu cão, como dar banho no seu pet e escovar os pêlos.
Repita o treinamento utilizando recompensas sempre que o cão sentar na presença de um visitante. Assim em alguns dias ele já estará sentando automaticamente sempre que um visitante chegar
Se estiver bem claro para o seu cão que tudo que ele quer será obtido
de você ou das pessoas da sua família, os problemas de comportmento
(como a desobediência e agressão) vão desaparecer.
Seguem abaixo três técnicas simples que você pode fazer desde
pequeno com seu cão:
  • Comece mandando seu cachorro sentar para que você faça
    carinho nele. Assim você evita que ele fique super-animado toda
    vez que você chegar perto e comece a pular, morder, etc.
  • Quando for sair de casa, faça ele antes ficar no lugar e só sair com
    a sua permissão. Você é o líder, você passa primeiro pela porta.
    E também vai evitar muitas fugas desnecessárias.
  • Treine-o a deitar-se na sua caminha antes de vir cumprimentar
    suas visitas. Assim ele vai estar em um estado de espírito mais
    calmo e controlado quando alguém estranho chegar em casa e
    não vai ficar latindo ou pulando feito louco

               DICAS  DE COMO EVITA  HA  ANCIEDADE DE SEU CÃO

Ansiedade de separação é um dos problemas mais comuns com cachorros. É definido como um estado de quase-pânico causado pela separação/ausência dos seus donos.

Com a nossa vida moderna e corrida, estamos a maior parte do tempo fora de casa trabalhando ou estudando. Assim que você sai de casa de manhã, seu cachorro entra em um estado de ansiedade que só vai piorando durante o dia.

Cachorros são animais sociais, eles precisam de companhia e socialização para ficarem contentes e tranquilos. Nenhum cachorro gosta de ficar sozinho por longos períodos de tempo, mas alguns sofrem mais que outros. Estes são mais propensos a terem ansiedade de separação.

Há várias causas possíveis para esse problema:

- Cachorros adotados da rua ou de abrigos tendem a desenvolver esta ansiedade. Muitos destes cachorros sofreram muitos traumas em suas vidas, separados de suas mães muito novos, abandonados por donos anteriores, fome, violência. Eles não conseguem confiar que seu novo dono (você) não vai fazer essas coisas com ele também.

- Cachorros separados de sua mãe e irmãos muito cedo são também candidatos para ansiedade de separação. Filhotes comprados em pet-shops são um bom exemplo: eles são retirados de sua mãe muito antes do mínimo recomendado (8 semanas) e ficam presos em uma caixa de vidro por semanas ou meses.

A separação da mãe associada com falta de exercício e falta de afeto enquanto estão na Pet-shop é muito traumático para os cachorros.

- Falta de atenção é a causa número um de ansiedade de separação em cachorros. Se você está ausente muito mais do que presente na vida de seu cachorro, algum nível de ansiedade é inevitável. Seu cachorro precisa de sua companhia, seu afeto e atenção para garantir seu bem-estar e felicidade.

Os sintomas de ansiedade da separação são bem claros: ele já começa a ficar agitado e ansioso antes mesmo de você sair de casa. Assim que ele percebe que você está se vestindo, pegando sua bolsa ou pasta, mexendo nas chaves ele já sabe. Ele começa a te seguir pela casa, gemendo, tremendo e chorando. Em alguns casos extremos, alguns cachorros podem até ficar agressivos tentando evitar a saída dos donos.

Assim que você sair, a ansiedade só vai aumentar e normalmente alcança o pico em meia hora. Muitos latem sem parar, arranham as portas e janelas (numa tentativa de fugir e ir atrás de você), cavam o jardim, roem e destroem suas coisas, ou até fazem xixi e cocô dentro de casa.

Em casos extremos, os cães podem desenvolver comportamento de auto-mutilação como lamber ou morder sua pele até ficar em carne viva, ou arrancar os próprios pelos. Alguns apresentam comportamento obsessivo-compulsivo como ficar girando sem parar ou seguindo o próprio rabo.

Quando você volta para casa, ele fica excitado demais, e fica pulando e correndo por um período anormal de tempo. O normal seria de meio a um minuto para um cão equilibrado.

Alguns donos acabam incentivando essa festa excessiva dos seus cachorros sem saberem que a origem é uma desordem psicológica.

Se você se comporta desta maneira com seu cachorro, por favor pare!

Eu sei que é bem gostoso fazer aquela festa com ele e incentivar seu cão a ficar correndo e pulando. Parece inofensivo, afinal de contas ele está apenas contente em te ver, que mal pode haver em dar uma atenção concentrada nesta hora? Na verdade, você está apenas validando a impressão dele que a sua chegada é o melhor momento do seu dia. Assim ele vai ficar super-feliz quando você chega, e na hora de você sair novamente essa felicidade exagerada vai por água abaixo.

              DICAS DE COMO  SER LIDER  DO SEU CÃO!
Hoje, vamos tratar na prática de um problema que atinge muitos donos de
cães: a dominância do cachorro na casa. Se o seu cachorro corresponde ao
tipo, digamos, um pouco folgado descrito no artigo anterior, você pode
mudar esse quadro tomando algumas atitudes que vão transformar, através
de uma mudança de hábitos e atitudes, a posição do seu cachorro na
hierarquia da casa, sem prejudicar em nada - e, ao contrário, estimulando -
a relação de amizade entre vocês dois.
Para começar, tenha em mente que você é o chefe da casa e o líder da
matilha; então, é você quem toma as decisões e iniciativas. E veja essas
dicas:
  1. Você é o cachorro-alpha da matilha e, por isso, você é o primeiro em
    tudo. Você tem o melhor lugar para dormir, a melhor comida e faz
    tudo primeiro: você entra e sai primeiro da casa, do carro e dos
    cômodos. O cão só come depois, entra depois.
  1. Você lhe dá comida quando você acha melhor e, por isso, é
    importante demostrar que você está no controle. Faça-o esperar
    sentado uns instantes antes de lhe servir, e mesmo antes de deixá-lo
    sair com a coleira ou entrar no carro. Isso reforçará o seu papel de
    chefe.
  1. Limite as liberdades físicas do seu cão em casa. Proíba e bloqueie
    com uma grade a entrada de um certo cômodo - o seu quarto, por
    exemplo. Nada de subir nos móveis, no sofá ou na cama.
  1. Controle as brincadeiras e deixe claro que, se ele tenta chamar a sua
    atenção para brincar (latindo, por exemplo), você não brinca.
    Quando você perceber que ele chama a sua atenção para brincar,
    espere um momento antes de começar para que ele saiba que vocês
    brincam quando você achar melhor, e não ele.
  1. Não repita um comando já dado. O seu cachorro deve aprender a
    respeitar o primeiro chamado, e não o segundo ou o terceiro.
E, finalemente, a maneira mais eficaz de evitar a dominância do seu
cachorro e estimular a obediência aos seus comandos é manter uma rotina
de exercícios. Os cães adoram exercícios, porque correr, pular, pegar
coisas com a boca, fazer o que você pede, tudo isso são jogos e desafios
na cabeça dele.
O tempo ideal para que um cão aprenda a se comportar e a responder ao
que você pede mantendo a concentração é de 15 minutos por dia. Ele vai
gastar a energia acumulada, se divertindo e estreitando os laços entre
vocês dois. Além disso, ele vai ter vontade te obedecer porque vai querer
brincar mais e mais. 15 minutos por dia é tudo o que vocês precisam.
Enquanto o seu cão não te obedece totalmente, evite sair com ele em
liberdade, sem a coleira. Você poderá ficar impotente diante de um ato
de desobediência. Comece a praticar exercícios com ele e trabalhar a sua
obediência para, no futuro, poder sair de casa orgulhoso com o seu cão
treinado e obediente. Você vai ver a diferença que isso vai fazer na vida
de vocês.

                                 SINAIS DE AGRESSIVIDADE

 é muito importante conseguir perceber os sinais de agressividade que os cães geralmente apresentam antes de partir para o ataque: manter-se imóvel, tenso (com o corpo rígido) e com o olhar fixo, rosnar de boca aberta ou fechada, latir agressivamente, morder o ar, morder de fato.
Saber identificar os primeiros sinais de agressividade pode ser um diferencial importante para o tratamento e também para evitar acidentes.

                             PSICOLOGIA CANINA  AJUDA CARTEIROS
                           (carteiros alemães fazem curso de psicologia canina)

A difícil relação entre carteiros e cães é tão velha quanto a distribuição postal. Os primeiros tentam fazer o seu trabalho e os segundos também, não permitindo que intrusos invadam o seu espaço.

Conscientes desta dictomia de pontos de vista entre carteiros e cães, a Deutsche Post decidiu começar a ministrar aulas de comportamento e adestramento canino aos seus carteiros, para que assim estes possam lidar melhor com os cães que vão encontrando no seu dia-a-dia. Um dos factores mais trabalhados pelos carteiros é o conhecimento da linguagem corporal dos cães, para depois no terreno poderem tentar perceber o que esperar de cada cão. Juntamente com as aulas, os carteiros são aconselhados a trazer consigo biscoitos caninos e gás pimenta. Se os cães cooperarem com os carteiros, recebem um biscoito, se tentarem atacá-los, os homens da Deutsche Post defendem-se com gás pimenta.

Os primeiros testes foram realizados em Munique e o resultado não podia ser mais animador. Os ataques de cães a carteiros cairam mais de 80% em poucos meses, estando a empresa a pensar agora alargar estas acções de formação a todos os profissionais nas suas áreas de actuação postal.


                      
               
                  COPROFAGIA   CANINA (é o ato de comer  fezes )

O ato de comer as próprias fezes é chamado de coprofagia, isso pode acontecer em filhotes por conta da hiperatividade, comportamento fora de controle, bem como por imaturidade, vermes e sujeira. Alguns filhotes também o fazem, pois é um comportamento comum na fêmea ao limpar os filhotes que por sua vez acabam imitando, tornando isso um hábito. Cães adultos podem ter a mesma reação, em sua grande maioria está ligado com estresse, mudança de comportamento e algumas vezes vermes.
Para tentar evitar a coprofagia canina é recomendado adicionar uma colher de chá de espinafre, abacaxi meio dente de  alho ou até mesmo amaciador de carne à dieta do cão, esse é um tratamento caseiro que pode funcionar. Existe também produtos vendidos no mercado pet que têm a função de diminuir/cessar esse comportamento no animal. As fezes ficam com um sabor desagradável o que faz com que o animal não a ingira.
Nunca se esqueça que essa atitude no animal pode estar ligada a algum problema de saúde ou emocional, por isso é imprescindível conversar com o médico veterinário para uma avaliação do animal. É importante frisar que quanto antes à correção e prevenção do comportamento anormal evita que se torne um hábito ruim e nunca se esqueça a importância da vacinação e vermifugação nos animais. Manter a área onde o animal fica semp
   
                       DICAS PARA UM PASSEIO DE  FORMA EQUILIBRADA COM SEU PET 



Das atividades de seu cão, a hora do passeio é, se não a preferida dele, uma das que ele mais gosta e precisa.

Sair com seu cão é uma verdadeira demonstração de amor e afeto, e o melhor é que uma boa caminhada pode aliar duas  das mais importantes ações na relação entre Líder e seguidor: atividade física, e disciplina.

“Pássaros voam, peixes nadam e cães andam.” ( Cesar Milan, terapeuta canino)

Aí vão algumas dicas para um passeio bom, divertido para você e para seu cão:

1 - Saindo de casa

Colocando a guia:

Ao colocar a guia certifique-se de que seu cão está calmo e submisso;é fácil notar pois sua expressão corporal lhe mostrará; basta que você simplesmente  o observe.


Chame-o calmamente, e quando ele vier, de preferência,  com a cabeça baixa (esta ai um bom sinal de que você é o Líder)  coloque a guia.

Reparem na expressão da Orelhas para trás cabeça baixa, rabo “semi alerta”, mas passadas firmes e imponentes de um cão seguro , calmo e submisso.


Fazendo essa constatação, é hora de sair para a rua para ,ai sim, reforçar o bom comportamento.

- Jamais deixe que seu ou seus cães saiam primeiro que você, essa simples missão de controlar seu cachorro junto a portas e portões é muito importante e mostra a seu amigo que você está no controle.

Por isso estar calmo e submisso fará a diferença.

Esse pode ser um jogo de desafios a você e principalmente para seu cachorro, onde você realmente mostra a ele se tem liderança ou se simplesmente irá segui-lo.


O reforço positivo nesse caso, está na caminhada propriamente dita; não se trata de adestramento, isso é psicologia canina! É realização, trata-se de se comunicar com ele em aspectos que vão além de meros estímulos propriamente ditos, pois é um desafio psicológico necessário para um maior equilíbrio mental de seu cachorro. Um líder sempre passa tarefas a seus seguidores, por tanto, sua energia calma e assertiva farão a diferença e oferecerá a seu cão  o bem estar que ele e você buscam.

2 - Indo para a rua:

Após sair de casa, e realizar as tarefas desafiadoras de um verdadeiro líder natural, é a hora de caminhar.

Aí vão mais algumas dicas para esse momento:

- Coluna ereta, relaxe, é um momento de intimidade com seu cachorro, não de pesadelo, sua postura de líder calmo e assertivo será sentida na mesma hora pelo(s) seu (s) cachorro(s) e serão sim o espelho de você no passeio. ( tensão gera tensão, excitação gera excitação, CALMA GERA CALMA).


Observe aqueles carroceiros de rua que as vezes tem mais de um cão e repare como eles os seguem sem desviar seu foco; isso é psicologia canina, liderança calma e assertiva!

- Seu cão jamais poderá andar na sua frente, cães seguem um líder, se você anda atrás dele, faz sentido para seu cão que você está seguindo-o. Na prática a linha de posicionamento jamais poderá ultrapassar o seu joelho em relação a cabeça do cachorro.

- Como você é o líder, qualquer decisão no passeio deverá ser tomada com sua permissão, cheirar o chão, fazer as necessidades, latir para outros cães ou pessoas, fobias e outros comportamentos em excessos devem ser bloqueados.

Importante: O focinho do cão é para ele como os olhos são para nós humanos, é com o focinho que eles reconhecem o mundo, portanto, manter o focinho longe do chão na caminhada é essencial.

Síntese:

1 – ao colocar a guia certifique-se que seu ou seus cães estão calmos e submissos a você, não associe a guia com momentos de excitação.
Excitação traz à tona um estado instável em qualquer circunstância em uma matilha.

2 – Controle a saída da matilha em portas e portões; a recompensa por sair será dada assim que você, Líder,  permitir e der o primeiro passo para fora de casa, a caminhada por si só é o REFORÇO POSITIVO desse exercício.

3 – Na rua, jamais permita que seu cão ande na sua frente, cheirar ou faça necessidades a cada poste ou obstáculo no meio do caminho mostre que você está no controle, portanto o REFORÇO POSITIVO nesse caso, está em você liberar o cão para fazer suas necessidades ou simplesmente interagir com os odores que o cercam.

4 – O  adestramento é uma ferramenta que sempre o ajudará, porém o que estamos tratando é Psicologia Canina, é conectá-lo a seu cão em uma atividade diária e indispensável como essa, trará o balanceamento e a qualidade de vida que você e seu cão tanto buscam.

Lembre-se que esse é um bom exemplo de que cães vivem o momento, e isso não é uma reabilitação comportamental; é apenas a sua mudança de postura, seguindo os preceitos da natureza à perspectiva da psicológica canina.

Confiança você consegue oferecendo água, comida e carinhos. Respeito você consegue dando a seu cão o que ele precisa para ser melhor e mais equilibrado. Desafios quando bem direcionados surtem só efeitos positivos, e podem tirar muitos vícios comportamentais indesejados

                   ENTENDA  OS TIPOS DE AGRESSIVIDADES DOS CÃES


5.1. Agressividade ao Dono
Em relação ao dono e aos membros da família, o cão pode apresentar tipos de comportamento agressivo que podem estar divididos em: agressividade relacionada ao medo e a agressividade relacionada a crianças.

5.1.1. Agressividade Relacionada ao Medo
Este é um tipo de agressividade bem comum e bastante perigoso. Cães que são reprimidos por seus donos através de punição física têm grandes chances de começarem a atacálos para se defender.

Filhotes que são mal socializados ou que apanham podem ficar traumatizados e, ao se tornarem adultos e se depararem com uma situação aparentemente ameaçadora, como por exemplo o dono vir em sua direção para abraçálo, o comportamento agressivo relacionado ao medo virá à tona e o cão atacará seu dono.

Cães que apresentam este distúrbio comportamental são muito ansiosos, não pedem por carinho e preferem ficar isolados. É natural e adaptável para os cães sentirem medo de estímulos estranhos e apresentarem uma agressividade relacionada a este medo para que o estímulo responsável pelo medo ou ansiedade vá embora.

Portanto, o processo de socialização deve ser muito bem feito para habituar o animal a estímulos que normalmente desencadeiam o medo como aspirador de pó, cortadores de grama, ciclistas, trovões,automóveis e hospitais veterinários. Mas o mais importante para que o cão não demonstre agressividade é nunca usar de agressão física para punilo.

5.1.2. Agressividade a Crianças
Os cães também podem apresentar agressividade relacionada às crianças. Alguns cães reagem agressivamente somente com crianças, pois as crianças estão no mesmo nível de visão (altura) dos cães e seus olhares fariam o cão achar que elas estariam encarandoos sendo isto percebido como uma ameaça, fazendo com que os cães tomem uma atitude defensiva.

A tendência em atacar (crianças) está mais relacionada à reatividade do que a outros tipos de agressividade, e raças pequenas são quase sempre mais reativas que raças maiores. Portanto, raças pequenas não são muito apropriadas para famílias que possuem crianças pequenas.

Se um cão jovem aparenta ter medo de crianças, elas devem ser apresentadas ao cão de uma maneira tranquila. Quanto mais velho for o cão, mais difícil será o processo de habituação.

5.2. Agressividade Dirigida a Estranhos
Uma questão que deve ser lembrada quando falamos em agressão a pessoas estranhas é a posse responsável e novamente deve ser citado aqui o processo de socialização do animal em relação às pessoas que ele irá se deparar quando for passear na rua ou em um parque, por exemplo.

5.2.1. Agressividade Territorial
A agressividade territorial pode ser observada na casa, no gramado, na vizinhança, durante um passeio, dentro do carro ou em qualquer lugar que o cão tende a frequentar e marcar com sua urina.

Este comportamento é complicado pelo medo e poderá piorar se o cão ficar acorrentado por períodos prolongados.

Aqui o tratamento se baseia na prevenção, diminuindo a visão ou o acesso do cão à rua; cães gravemente afetados devem receber focinheiras, principalmente quando forem passear e também pode ser usada a modificação ativa do comportamento.

5.2.2. Agressividade Relacionada ao Medo
Este tipo de comportamento é defensivo e pode acontecer em diversas situações ameaçadoras como na clinica veterinária, em exposições caninas ou durante caminhadas.

Quando o cão não está acostumado (socializado), homens muito grandes, crianças, pessoas que parecem estar se movimentando de modo estranho (como os deficientes físicos) ou outras situações incomuns podem causar medo.

5.2.3. Agressividade Predatória
Mesmo depois de todo o processo de domesticação do cão primitivo, o instinto predatório essencial para a sobrevivência sempre esteve presente.

O cuidado que devemos tomar aqui é com os bebês, principalmente os recém nascidos que em resposta ao seu odor ou ao seu choro, o instinto predatório do cão pode aflorar e as consequências seriam devastadoras.

5.3. Agressividade Direcionada para Animais
Estes tipos de agressividade partilham de componentes instintivos muito fortes. Entre eles, podemos citar a luta para chegar à posição de líder na matilha e a predação.

5.3.1. Agressividade Dirigida a Cães da Mesma Casa
Lutas caninas domésticas frequentemente são conflitos de dominância, tipicamente entre cães do mesmo sexo. Tais combates podem ser lesivos e mesmo fatais (no caso de briga entre duas fêmeas).

Estas brigas inconscientemente são provocadas pelos próprios proprietários, pois eles tentam dar o mesmo tratamento para ambos os cães e, às vezes, favorecem o mais fraco e submisso invertendo ou neutralizando a hierarquia que já existia fazendo com que o cão, que outrora era o dominante, tente novamente conquistar o seu lugar na matilha, e outra briga (disputa) acontecerá.

A hierarquia pode não estar bem definida para os cães e eles se mantêm em uma constante disputa para ver quem consegue uma atenção maior do membro dominante da matilha, que no caso seria o proprietário.

Respeite a hierarquia natural entre seus cães. Alimente, afague e leve para passear na ordem de dominância, sem se sentir culpado, pois esta é uma condição natural para eles e isto evita brigas e confusões.

Diferenças significantes de raça, temperamento, sexo e idade dos cães facilita a estabilidade da hierarquia, evitando as disputas, como por exemplo viverem juntos um Dog Alemão e um Poodle.

5.3.2. Agressividade Dirigida a Cães Desconhecidos
Os ataques a cães estranhos podem ocorrer antes ou depois da investigação que o cão agressor faz sobre o sexo e a atitude do cão alvo.

Este tipo de agressividade normalmente acontece quando a socialização do cão não foi bem feita, ou seja, se ele não teve contato com outros cães, pessoas e barulhos em geral na fase correta do seu desenvolvimento social.

É importante não se mostrar amedrontado nem tensionar a guia ao passar por outros cachorros para que seu cão não os relacione com perigo . Ignoreos e continue andando. Procure fazer seu cão ter associações positivas na presença de outros cachorros dando a ele um brinquedo ou um agrado, ou mesmo comida quando ele ou você avistar outro cão. Com isso, seu cão, na próxima vez que se deparar com outro cão irá associálo com a brincadeira.

5.3.3. Agressividade Dirigida a Outros Animais
O comportamento que os cães exibem aqui é predatório, sendo difícil eliminar este comportamento instintivo.

O que se pode fazer é habituar o convívio entre os animais realizando uma aproximação segura entre os dois até que eles se ignorem. Caso ocorra uma resposta de caça, devese retomar a habituação.

6. Agressividade Transferida
Quando dois cães que vivem harmoniosamente começam a se morder no momento em que outro cão passa do lado de fora da cerca, estao demonstrando um comportamento de agressividade transferida.

Ao bater no cão, pode ser que a pessoa seja dominante e forte o bastante para evitar um ataque contra si, mas este ataque talvez seja redirecionado para outros membros da família como as crianças e, dependendo do porte do cão, isto pode ser bem perigoso.

7. Agressividade por Dominância
A agressividade por dominância é uma das formas mais comuns de agressividade em cães e se manifesta por um consistente e atípico comportamento agressivo contra as pessoas. Estes comportamentos incluem rosnar, agarrar e morder. É importante salientar que mordidas geralmente são precedidas por um aviso vocal.

A falta de compreensão sobre a natureza da agressividade por dominância em cães tem levado muitos proprietários a tentar lidar com este desvio de comportamento usando de punição física, ou seja, mostrando ao cão quem é que manda.

Os cães mostram agressividade por dominância em várias circunstâncias e o que liga estes eventos é a tentativa dos cães de controlar situações envolvendo pessoas. Situações típicas de provocação incluem:

· Importunar um cão enquanto ele está dormindo;
· Puxar a coleira para corrigilo;
· Puxar a cabeça do cão para colocar a coleira;
· Enfeitar um cão;
· Encarar um cão;
· Mexer com o rosto ou o focinho de um cão;
· Realizar exercícios em excesso;
· Dar punição física.

Os alvos da agressão podem incluir um ou mais membros da família, ou o cão pode ser agressivo apenas com pessoas estranhas. Às vezes, alguns cães podem se mostrar agressivos apenas por stress causado, por exemplo, por um desentendimento na família que gere uma discussão.

A agressividade não é a mesma com todos os membros da casa. Um membro da família que não tenha muita dominância sobre o cão pode ser atacado com mais freqüência do que uma pessoa que é mais firme com ele, pois ele sabe que pode dominar uma pessoa subordinada a ele. Da mesma forma, alguns cães dominantes agressivos, sabendo que podem dominar pessoas submissas, as deixam de lado para desafiar o membro mais forte de família, ou seja, o líder.

A agressividade por dominância em cães, tipicamente se desenvolve na maturidade sexual, que normalmente ocorre entre 18 e 36 meses de idade (1 a 4 anos). Apesar de a maioria dos cães dominantes agressivos serem machos, esta condição pode ocorrer em fêmeas, freqüentemente em uma idade mais jovem.

Agressividade por dominância não é controlada por hormônios, mas a presença de andrógenos, incluindo a testosterona, ou a falta de estrógenos durante o desenvolvimento sexual ou social pode exacerbar a agressão. 2 Este distúrbio geralmente surge quando há conflitos na hierarquia adotada, no ponto de vista do cão. Se ele se achar superior, não gostará de seguir ordens de pessoas que estão abaixo dele. 11

Cachorros não querem igualdade, eles precisam estar acima ou abaixo de seus donos na hierarquia.

7.1. Os cães Dominantemente Agressivos
Em primeiro lugar, devemos saber que a palavra dominante não deve ser usada para descrever um cão que é somente afirmativo, confiante ou insistente. Ele pode ter todas estas características sem ser dominantemente agressivo.

Os cães com agressividade por dominância podem ser divididos em 2 grupos:

1. Aqueles que sabem que estao no controle e podem obrigar seus donos a fazerem suas vontades.
2. Aqueles que são inseguros de seus papéis sociais e usam de comportamento agressivo para mostrar o que querem.

A maioria dos cães dominantemente agressivos estão no segundo grupo. Estes cães recebem informações sobre seus limites social e comportamental baseadas em como seus donos reagem à suas agressões.

Os cães nesta categoria parecem estar incertos de seu status hierárquico na família. Os cães do segundo grupo não direcionam a agressão igualmente para todas as pessoas porque respondem diferentemente a cada interação social.

De acordo com dados obtidos na Clínica de Comportamento do Hospital Veterinário da Universidade da Pensilvânia, muitos cães do segundo grupo também exibem comportamento de atenção. Estes cães são carentes e estão constantemente procurando pessoas que deem atenção à eles. Estes cães têm um anormal desejo de controle e frequentemente desafiam outros para determinar suas posições no meio social.

Pelo fato de cães afetados terem um distúrbio de ansiedade e estarem usando comportamentos agressivos para conseguirem o que querem, a punição física nunca deve ser usada. Punição física convence estes cães que a pessoa que os pune é uma ameaça. Portanto, o comportamento agressivo irá piorar. Bater ou surrar um cão afetado cria um relacionamento conflitivo, aumentando a ansiedade e a agressividade canina.

8. Diagnóstico
Antes de realizar um diagnóstico da agressividade por dominância, retire qualquer causa médica que possa estar contribuindo para este comportamento anormal. Algumas condições médicas como infecções, neoplasias ou problemas neurológicos e seus tratamentos, podem levar cães a serem mais reativos e a se comportarem inadequadamente.

Quando as causas médicas forem retiradas, o diagnóstico pode ser feito sendo baseado apenas no sempre presente comportamento agressivo.

A agressividade por dominância não está ligada a uma circunstância especifica, e seu diagnóstico não deve ser baseado em um simples evento. Por exemplo, o diagnóstico não pode ser feito se um cão morde quando é empurrado para fora do sofá; ele pode ter se assustado ou se machucado. Mas um diagnóstico pode ser feito se um cão morde quando empurrado para fora do sofá e também exibe outros comportamentos agressivos como rosnar quando o dono puxa sua cabeça para colocar a coleira, rosnar quando é advertido sobre algo, ou quando é incomodado enquanto está dormindo.

Estes comportamentos estariam enfrentando o impulso de controle do cão, ao invés de serem atividades normais. A agressividade por dominância não está diretamente ligada à situações que envolvam comida, posse (brinquedos) ou território, mas pode ocorrer junto com estes eventos e, se isto ocorrer, a situação pode ser severa.

Cães que são dominantemente agressivos e, por exemplo, pulam no seu dono para pedir atenção endurecem o corpo e respondem com um rosnado. Mais tarde, este rosnado pode se transformar em algo mais ameaçador, como uma mordida.

A frequência e a intensidade dos comportamentos agressivos não afetam o diagnóstico, mas podem afetar o prognóstico e o potencial perigo do cão para com as pessoas.